Terça-feira, Abril 29, 2008


[tpm – todas os problemas misturados]

Irritação, intolerância, impaciência, implicância... Adicione uma pitada de egoísmo e uma boa quantidade de dramaticidade. Essa sou eu quando estou para chegar àqueles dias. Sem nenhum exagero.

Na TPM costumo prestar mais atenção nas atitudes alheias. Tenho urticária daquele tipo de gente “joão-sem-braço” que faz cara de paisagem na hora de pegar no pesado. Sabe aqueles que fingem que nada acontece, esperando que alguém tome a iniciativa e resolva o problema? Nos dias normais costumo aturar numa boa. Na TPM, nem tanto.

Também fico mais sensível a gente feia, antipática e desafinada. Foi assim sábado, no All Night. Cheguei cedo, sentei na minha mesa previamente reservada, pedi meu chope sujo e um cinzeiro, e esperei o show da primeira banda. Uma banda formada por “4 Irmãos”. De repente começou a entrar a boiada. Pessoas estranhas, para não dizer feias, convidadas pela banda estreante. Nas mesas, um vazio. Nem uma latinha de refrigerante com dois canudinhos. Esperei e o show não começava. Não começava por vários motivos. Primeiro porque um dos irmãos não conseguia afinar seu violão. O outro, que também deveria afinar o violão, estava mais preocupado com a filmadora. O terceiro – coitado – tentava afinar seu violão e o do primeiro. Enquanto isso a “vocalista” emproada recepcionava os convivas. Sem passagem de som, necas de show. Quando começou, desejei nunca ter desejado o início daquele martírio. Dos “Four Brothers”, dois ainda se salvam. A garota tem um timbre chatíssimo e desafina horrores, além de ser “poser”. E o irmão que não sabia afinar o violão, além de não saber afinar violão, cantava com voz de bêbado, fazendo cara de sofrimento. Nós sofríamos... E eles nem percebiam.

Depois da balada-fiasco no All Night, fui para casa ler o jornal e dormir. Mas querem saber outra coisa que me irrita? Jornal de domingo. Eu só compro o jornal de domingo por causa dos articulistas, do caderno de cultura, do horóscopo e da revista da TV. Nas notícias, nenhuma novidade. Porque por mais que o jornal venha datado de domingo, ele saiu para circulação no sábado pelo menos às 15h, já que às 16h ele já pode ser encontrado nos principais semáforos da cidade. E se ele saiu para circulação às 15h, significa que ele foi rodado algumas horas antes, e que as matérias foram entregues tipo... na sexta à noite. Mas esses pensamentos muito complexos só me ocorrem nesses períodos mais cabulosos do meu “ciclo”.

Supermercado na época da TPM é prejuízo. Ainda bem que estou de dieta. Comprei uma barra de chocolate e duas latas de leite condensado que sei que não vou consumir. O leite, porque a barra de chocolate não durou 24 horas, tadinha.

Mãe é outra coisa que irrita. Ainda mais quando a mãe é falante, conversadeira, daquelas que adora um bate-papo logo cedo. Odeio falar assim que acordo. Preciso de um intervalo de pelo menos uma hora. Sempre. Com TPM então...

E se eu for relacionar tudo o que tem me irritado esses dias... Não termino de escrever hoje.

Ah, e quer saber? Estou de saco cheio. Fui!



MelissaG | 14:02 |
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Sexta-feira, Abril 25, 2008


[com batata e azeite]

Quem me conhece bem, já sabe o tema deste texto. Para quem ainda não sacou, contextualizarei.

Batata e azeite, em minha opinião, são os acompanhamentos perfeitos em se tratando de... crianças.

[óóóóóóóóó]

Eu-não-gosto-de-crianças-pronto-falei. Pelo menos, da maioria delas.

Como adultos responsáveis, por favor, evitem deixá-las correndo, gritando, chorando ou fazendo tolice perto de mim. Não que eu as maltrate, nem tampouco seja capaz de jogar alguma pela janela... Mas o seguro morreu de velho...

Brincadeiras e exageros à parte, por mais que isso choque a grande maioria das pessoas que ouvem [ou lêem] uma declaração desse nível, crianças são encantadoras. Dormindo. E em alguns casos raros, quando bem criadas.

Das que fazem parte do meu convívio, daria o fígado para ter uma filha como a Lara, filha de uma amiga. Educada, gentil, inteligente... Espertíssima. Ao pedir para que o pai colocasse o controle do videogame em sua mão direita, ouviu dele que o controle ficaria amarrado em seu pé. A resposta veio rápida e rasteira: “Tudo bem, mas coloca no pé direito!”.

Outro que entra no rol das crianças-queridas-pela-tia-chrys é meu primo João Victor. Super ativo, meio marrento e gosta de rock. Que tal? Para melhorar só falta, daqui para os 15 anos, que ele pare de me chamar de “tia Chrys”.

Também tem a Nanne, irmã da Binha, que vi nascer. E que sempre faz questão de me repreender com relação ao cigarro. Tá, meu bem?

Fora essas... Hum... Deixa eu pensar... É... Acho que só essas.

Ah, e tenho quase certeza que serei uma tia “bacanésima” para meus sobrinhos, de sangue e postiços. Sabe a tia descolada, meio pirada, para quem eles contarão sobre a primeira transa e com quem aprenderão tudo o que não presta? Eu. Para os meus filhos, porque o fato de eu não gostar de crianças em geral não exclui minha vontade de ser mãe algum dia, darei a mesma criação que recebi. Com direito a “Escovanildo” [meu namorado-palmatória] e tudo. Dizem por aí que sempre fui uma criança muito bem educada, tirava notas boas, nunca fiquei para recuperação. Fiquei desse jeito depois de grande mesmo. Rá!

Agora digam a verdade, vocês ficaram chocados com minha declaração? Acham que sou incapaz de ser uma boa mãe? Já me disseram que “Deus vai me castigar me dando filhos com todas as características que detesto”, ou pior, “que Ele me castigará me fazendo morrer seca, sem nenhum rebento”. Morrer seca [bem magrinha] até que não é uma má idéia. Mas em no máximo sete anos planejo ter pelo menos um fedelhinho me pentelhando a vida.

Essas pragas partem, na maioria dos casos, de outras mulheres. Indignadas com minha audácia. Talvez por uma imposição da sociedade, e até mesmo pela questão cultural do famoso “instinto materno”, toda mulher supostamente deve amar crianças. Na boa, gente! Uma coisa é gostar do sobrinho, do irmão, do afilhado, do filho da amiga, e do próprio filho, é claro. Mas gostar de todas as crianças... Tipo, de qualquer criança... É ruim, hein!

Outro dia uma mulher levou o filho para academia. Para quem não gosta de academia, nem de criança, imaginem a cena. Eu na bike, a mãe malhando em um aparelho próximo a mim, e o pirralho gritando pela mãe, durante uns dois ou três minutos que pareciam infinitos, que não dava a mínima bola para o garoto. Até que, no auge do desespero, tive que intervir pedindo que “pelamordedeus” ela olhasse para o menino. Nesse instante, meio constrangida, ela pegou o filho e foi malhar num aparelho no lado completamente oposto ao que eu estava. Ah, o silêncio...

Pior aconteceu num desses eventos de luta, quando eu e Rê sentamos atrás de um rapaz acompanhado de dois meninos que gritavam, os três, para as “ring girls” delicadezas do tipo “gostosa”, “rabuda”, “cuzuda”... Ahn? Onde esse mundo vai parar?

Uma amiga ao casar avisou os convidados que a festa era “imprópria” para menores de 18 anos. Uma forma delicada, e uma saída genial, de banir os pestinhas da festa de casamento, evitando assim: atropelamento de garçons, choro na hora da cerimônia, mães correndo atrás de filhos correndo atrás de qualquer coisa que se mova... Enquanto contava esse lance para alguém, uma senhora disse que então não iria, “pois não vou onde meus filhos não são bem vindos”. Nonsense.

Minha opinião pode ser radical, e no futuro talvez eu mude completamente de idéia, mas eu acho que deveria existir uma lei [ou pelo menos um bom senso] que proibisse a entrada de crianças em restaurantes, lojas de utilidades domésticas, academias de ginástica, eventos de luta, casamentos, funerais...

Se bem que... Se formos analisar direito, mais inconvenientes que as crianças são os pais delas.



MelissaG | 09:36 |
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Sexta-feira, Abril 18, 2008




Pra bom entendedor...

Sexta-feira, dia de tomar cerveja acompanhada de uma carteira de Carlton Mint [porque o Projeto Saúde vai pras cucuias no fim de semana] ao som de Alcione, cultivando com carinho aqueeeela dor de cotovelo.

E como diz a Marrom...

"Vai sentir falta de mim
Sentir falta de mim
Vai tentar se esconder coração vai doer
Sentir falta de mim"

(Minha estranha loucura, Alcione)





MelissaG | 10:35 |
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Quinta-feira, Abril 10, 2008


[malhando]

Para quem estava acostumada apenas a malhar a língua, falando da vida alheia, o primeiro dia em uma academia de ginástica beira o bizarro.

Ambiente inóspito para um boêmio, o lugar exala saúde. Limpo, refrigerado, com uma piscina convidativa, repleto de pessoas bonitas e saradas. Talvez o suor seja o único item indispensável de um bom boteco. Sujo, escuro, com banheiro podre, e quente. Ah uma cerveja...

Para o exame físico, as seguintes exigências:

* Traje obrigatório: top [rárárá], short [rárárá de novo], tênis e meia [aposentados há anos].
* Não fumar nas doze horas que antecedem o exame [merda, comecei a me arrepender!].
* Comer algo leve como frutas, sucos ou barras de cereais [preferi ficar com fome!].

Passado o exame, hora de adentrar o salão. Adoro bicicleta ergométrica. Deve ser trauma por não saber andar de bike. Pedalei por quarenta minutos, me distraindo com um filme tosco na TV, fingindo que ouvia as reclamações de uma gordinha-resmungona-novata, admirando uns tanquinhos e abstraindo as presenças das saradas-ratas-de-academia.

Por falar na gordinha-resmungona-novata, entre um blábláblá e outro, ela me perguntou quando eu tinha começado. E quando pretendia desistir. Ouviu uma “gentileza”, para deixar de ser pentelha.

Depois passei para a esteira. Vinte minutos. Imaginando uma cerveja estupidamente gelada no fim do túnel, não adiantou muito andar rápido, ao fim dos vinte minutos, cadê a “breja”? Humpf!

Brincadeiras à parte, foi bacana esse primeiro dia de “no pain, no gain”. Só me resta agora acostumar com a rotina e fazer da vida saudável um hábito.

E para relaxar, uma cerveja [que não estava no fim do túnel da esteira] e um Carlton Mint. Porque ninguém é de ferro!




MelissaG | 10:19 |
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Quarta-feira, Abril 09, 2008


Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas ou lugares diferentes daqueles que consideramos “nossos”.

De uns tempos para cá venho me deparando com algumas situações gritantes de preconceito. Em todos os âmbitos. Segunda fui praticamente exorcizada na fila do supermercado. Talvez por estar segurando duas garrafas de espumante e dois maços de velas, ou por influência das tatuagens... Tanto faz! Hoje vou me limitar aos acontecimentos do último final de semana.

Sábado passado, dia 05/04, fui com uma amiga assistir o campeonato de vale-tudo, Hero’s The Jungle, na Arena Amadeu Teixeira. E é sobre isso que irei escrever.



Primeiro preciso esclarecer: eu gosto de vale-tudo. Passei a freqüentar esses eventos para assistir as lutas de um amigo, que na verdade são as únicas que nunca consegui assistir direito por conta do nervosismo. Com o tempo passei a manjar mais sobre o assunto e a me interessar de verdade pela modalidade.

Digo isso porque, num primeiro momento, quando contei a um amigo que ia deixar de fazer um programa com a turma para comparecer a um desses eventos, tive que ouvir um “nossa, isso tudo é desespero?”. Além disso, na brincadeira, outro amigo me chamou de Maria-Tatame. Mas como dizem por aí, “brincando, brincando, o cachorro comeu a mãe”. Confesso que sempre vou assistir a luta de uma pessoa em específico, o que não me impede de curtir as outras “contendas”.

O ambiente desses campeonatos é totalmente dominado por homens, testosterona pura. Mas muitas mulheres também freqüentam, seja para assistir a luta de alguém próximo, acompanhar o namorado ou simplesmente porque gosta. Simples assim!

Outro mito, motivo do preconceito de diversas pessoas, é a idéia de que vale-tudo não pode ser considerado esporte, e que esses eventos são “populados” por “galerosos”.

É porrada? É. Assim como o boxe, esporte olímpico. O vale-tudo é uma modalidade desportiva de combate com regras pouco restritas, o suficiente para preservar a integridade física dos lutadores, reconhecida e admirada no mundo inteiro, com excelentes atletas brasileiros (vários deles amazonenses), que mistura os fundamentos das artes marciais, apesar de não ser considerado como tal, apenas um sistema de luta moderno.

E com relação aos “pit-boys”, não tenho nem como negar a existência deles, mas seria irresponsável de minha parte generalizar. Existem sim aqueles babacas que não respeitam mulher e tentam dar uma de valentões com pessoas aparentemente mais “frágeis”, ou que criam confusão no meio da torcida. Esses geralmente são “pôias” metidos à macho que não têm coragem de subir no ringue e brigar com alguém do mesmo tamanho.

Babacas assim não são exclusividade do vale-tudo. O futebol brasileiro tem torcidas organizadas que agem como gangues. Os “hooligans” bagunçam o futebol europeu. Alunos e professores de Dom Bosco e La Salle já foram para as vias de fato durante um jogo do campeonato de basquete. E por aí vai...

Vândalo existe em todo o lugar. “Na rua, na chuva, na fazenda...”. Infelizmente!

"Não desejo suscitar convicções, o que desejo é
estimular o pensamento e derrubar preconceitos."

(Sigmund Freud)




MelissaG | 08:52 |
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Segunda-feira, Abril 07, 2008


[fazer o quê?]



Sem falsa modéstia, eu sou boa com as palavras. Palavras escritas. Quando se trata das “dizidas” eu dou uma travada. Ou seja, minhas melhores declarações de afeto sempre serão através de cartas, cartões, bilhetinhos, depoimentos, emails... Por causa disso, escrevi um depoimento super-ultra-mega-cool para meu “pretê”, dia desses, no Orkut. No dia do aniversário dele, demorei, mas consegui escrever uma dedicatória bem “sacana” no cartão que acompanhou o presente. Em compensação quando nos encontramos por acaso, rodeados de amigos, ajo como se ele fosse apenas um amigo. Beijo, abraço, aperto de mão.

Se eu mando os mais confusos sinais, como espero entender os sinais alheios?

Fiquei pensando nesse lance de “sinais” durante o fim de semana e cheguei a conclusão que, querer traduzi-los é como ler sinais de fumaças ou descobrir desenhos em nuvens, cada um tem uma interpretação pessoal, que geralmente vai de acordo com o que melhor convém aos interessados. Tipo sábado, eu fiquei toda boba ao ver meu “pretê” usar um dos presentes que dei. Mas o que isso significa? Nada! Apenas que dei um presente útil que está servindo a seu propósito. Fim!

Seguindo conselhos de algumas pessoas amigas e mais “experientes”, venho tentando ser menos inquieta, ansiosa e me expondo menos. Tentando, mas ainda “não conseguindo”.

Ou seja, depois que entreguei o presente de aniversário do dito-cujo, não mandei nenhuma mensagem perguntando o que ele tinha achado. [se bem que...]. Deixei um scrap perguntando se ele tinha gostado da surpresa. [abafa!]. No dia que ele competiu, não liguei. [pausa dramática]. Mas mandei uma mensagem desejando boa luta. [risinho sem graça]. Ah, mas depois da luta eu não mandei mensagem nem liguei para desejar parabéns. Quando ele passou pela minha frente tive que chamá-lo para dar os parabéns, e receber o abraço-mais-apertado-gostoso-e-suado-da-face-da-terra-de-um-milhão-de-dólares. [valeu à pena!]



MelissaG | 11:26 |
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Sexta-feira, Abril 04, 2008


[pequenas porções de ilusão]

Toda mulher tenta “desvendar” as intenções masculinas, tentando “traduzir” gestos, palavras, atos e omissões? Ou essa nóia é exclusivamente minha?

Pelo amor de Deus. O processo de escolha, compra e entrega de um presente de aniversário mobilizou uma verdadeira força-tarefa. Sem falar na outra equipe, designada exclusivamente para confirmar a data do festejo. Ah, e teve a consultora do cartão. Agora estou precisando de especialistas em mensagens subliminares, análises semiológicas e similares... Recebo currículos!

Se bem que agora eu lembrei daquele livro “Ele simplesmente não está a fim de você”, que afirmava que o homem diz exatamente o que quer dizer, que joguinhos de sedução são instrumentos utilizados apenas pelas mulheres. Será?

No quesito “relacionamentos”, já disse isso por aqui, sempre fui uma tragédia. Talvez porque sempre fui muito “aberta” [ui!], exposta. Nunca fui muito fã desses joguinhos. Toda vez que queria dar pra um cara, ia lá e dava. Quando me “apaixonava”, dava a cara a tapa e via qual era. Uma atitude nada inteligente para uma garota, levando em consideração que homens gostam de mulheres “recatadas”, ou melhor, sonsas.

A única pessoa que sempre me permitiu ser quem eu sou foi meu pretê atual, quando ainda ocupava o cargo de trepê. Com ele eu sempre pude ligar atrás de sexo sem medo de ser julgada. Podia também dizer que não tava a fim de dar. Ele ficava puto, mas depois comia outra, esquecia a zanga e voltávamos às boas. Nunca precisamos desses joguinhos. “E se isso for algum defeito por mim tudo bem”.

Todo mundo tem um ponto fraco
Você é o meu, por que não?

(Ponto Fraco, Cazuza)



ps: mais um post non-sense



MelissaG | 14:14 |
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