Terça-feira, Novembro 27, 2007


Testando template novo!!


MelissaG | 13:11 |
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Segunda-feira, Novembro 26, 2007


[maldito fidel!]


E sábado eu estava com vontade de beber.
Meu último grande porre foi num Jack Free na véspera do fatídico jogo Brasil x França na Copa do Mundo do ano passado. Ou seja, fazia teeeeempo...

Lá fui eu, toda serelepe, assistir a Overload no All Night.
Minha descoberta mais recente no quesito bebida alcoólica foi o Chope Sujo do All Night, uma mistura de chope com suco e umas rodelas de limão, gelo e sal na borda da caneca. Uma delícia! Fraquinho. Dá nem pra deixar alegrinha, no máximo enjoada.
Nesse dia, sábado, resolvi “inovar”. Uma inovação que de nova não tem nada, levando em consideração que todos os meus maiores vexames aconteceram em decorrência dessa “inovação”.

- Ô amigo, me dá uma cuba, por favor! Com pouca Pepsi e pouco gelo!

É, Cuba com Pepsi é uma coisa um tanto quanto “fuleira”, mas tudo bem. Já tá no inferno, abraça o capeta.

Depois da primeira, ao ir ao banheiro, já senti minhas pernas, digamos, cambaleantes. Na segunda eu já tava daquele jeito. Fazendo enquete com as “amigas” na porta do banheiro, dando conselhos capilares, fumando um cigarro atrás do outro [blargh!], abraçando os amigos e “sussurrando” aos berros coisas do tipo “eu te considero pra caralho!”. Dancei, cantei, mandei bilhetinho pra banda, pedi Madonna e ainda fiz cara feia quando me dedicaram Kid Abelha [fala sério, kid abelha é foda!]. Na terceira, e última, falei mal “discretamente” de uma moça que estava na minha frente, cujo amigo acompanhava com interesse minha conversa. Abafa! Revelei o segredo [escuso] da pele boa. Fui pra casa elétrica e ainda tive pique pra comer umas batatinhas, ficar enjoada com o gosto salgado, preparar brigadeiro e aí enjoar do doce.

No dia seguinte a ressaca. Jesus me chicoteia! Pra piorar, senti falta da amnésia alcoólica. Lembrar pra quê?

Ressaca moral.


ps: Esse texto foi um revival da época áurea desse blog, quando eu vivia bêbada, postava regularmente e implicava com os blogs alheios!



MelissaG | 18:29 |
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Sexta-feira, Novembro 23, 2007


[balzaqueando]


Por incrível que pareça, depois de muito tempo, é a primeira vez que eu não entro em parafusos com a proximidade do meu aniversário. Nem inferno astral, nem crise existencial. Com quase trinta anos na cara, espero que isso seja sinal de maturidade.

A verdade é que ultimamente estou sem paciência pra muita coisa. Até pras minhas crises existenciais corriqueiras nessa época do ano. Minha paciência esgotou para picuinhas, joguinhos, falta de educação, consideração e noção, cu doce e outras bobagens.

Quero fazer o que me dá na telha sem me preocupar com a opinião alheia. E quero ter discernimento pra diferenciar o divertido do ridículo. Quero falar menos e ouvir mais. Quero parar de ouvir demais os problemas do mundo e quero alguém que se importe com os meus problemas. Quero que meus problemas se danem!

Estava à procura de um namorado, de um parceiro, de um amigo. Descobri que estava procurando nos lugares e nas pessoas erradas. Queria muito encontrar a certa. Enquanto isso, quero me divertir com as erradas.

As cobranças na casa dos trinta aumentam. Quando você pensa que já está velho demais pra se preocuparem com sua vida, aí é que a pressão começa. Você tem que casar. Ter filhos. Cuidar da casa. Ser uma profissional exemplar. Falar mais de dois idiomas. Não pode ser chata. Cuidado com a TPM. Também tem que ser mais sociável, menos sincera, um pouco surda, cega e muda. Às vezes invisível. Ah, e tem que ser magra, bem vestida, feminina, sexy, discreta. E ninguém se importa com o que você quer. O que você quer?

Eu quero ter minha casa. Um filho. Um marido, quem sabe. Quero ser uma excelente profissional. Completa. Quero ter direito a ser chata, birrenta, implicante. Quero curtir minha TPM e minhas deprês. De vez em quando quero ser cega, surda, muda, invisível e louca. Quero falar coisas nonsense, rir de piadas idiotas, dançar até cansar, beber até cair, chorar até não lembrar mais por quê.

Nesses dois anos a caminho dos trinta, ainda quero muitos livros, conhecer lugares novos, encontrar pessoas bacanas, ouvir mil vezes a mesma música, ouvir pela primeira vez uma música bacana, experimentar todos os sabores, organizar as mais variadas e divertidas festinhas, beijas várias bocas, ou várias vezes a mesma boca.

Talvez a crise existencial não tenha batido a minha porta esse ano porque eu já tenho muito bem definido tudo o que eu quero pro meu futuro. Viver cada vez mais o presente.



MelissaG | 13:11 |
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Segunda-feira, Novembro 19, 2007


[tamanho é documento, sim!!]



De vez em quando a gente escuta uma mulher ou outra dizendo que “tamanho não importa”. Já o "Unidos do caralho a quatro” diz que “mulher gosta é de dinheiro, quem gosta de peru é bicha”. Estória pra boi dormir. E não me venham com chorumelas!

Entrei na comunidade do Banheiro Feminino no Orkut e um dos tópicos era “Mulher se liga no tamanho?”. Pro meu espanto, a maioria veio com aquela velha desculpa esfarrapada de que “não importa o tamanho da varinha e sim a mágica que ela faz”.

Deve ser meio dolorido manter um relacionamento estável e sexualmente ativo com “Jack, o empalador”, porém de cócegas não sobrevive uma mulher, né? E também não adianta o cara ter o maior e mais bonito pau da face da terra e não saber utilizá-lo. Ainda na comunidade do Banheiro Feminino alguém disse que “mais vale um pequeno brincalhão que um grande bobalhão”. Uma ova! Um grande bobalhão é deprimente e um pequeno brincalhão de pouco adianta.

Nesse caso nós acabamos generalizando e classificando os pequenos como ágeis e os grandes como incompetentes, e nem sempre é assim. Além disso, a gente não dá pra um cara só pelo tamanho do pau dele. É óbvio que não somos cruéis ao ponto de dizer “não vou te dar mais, sai pra lá, ô do pinto pequeno!”. Só somos um pouquinho cruéis quando ignoramos as ligações do desprovido. E depois, quando comentamos com nossas amigas.

Agora é claro que quando a gente pega um pau grande, grosso e eficiente, só contamos pras amigas mais próximas. De preferência as que são comprometidas ou lésbicas. Nada de propaganda.

Esses caras [benditos caras!], donos dos paus grandes, grossos e eficientes, geralmente sabem de seus predicados e se tornam grandes putos. Ou seja, você raramente vai namorar um cara assim. Provavelmente ele será um casinho, amante, trepê... Namorar? Desista. Eles são de domínio público, para o bem da humanidade.

O que nunca tinha me acontecido [e eu enrolei o texto todo pra chegar justamente a esse ponto crucial] era crise de ciúmes por causa de um trepê bem dotado. Mas fala sério gente, me diz se não é o cúmulo da safadeza colocar uma foto de SUNGA AMAREEEEEEEEEEELA no Orkut. SUNGA AMAREEEEEELAAAAAA! Humpf! Segunda providência a tomar quando encontrá-lo [qual será a primeira?] é tentar convencê-lo que, na maioria dos casos [há exceções, claro], foto de sunga no Orkut serve pra combinar com os bobis do cabelo ou pra aumentar a clientela. Rá!

[mentes perigosas!]




MelissaG | 17:41 |
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Terça-feira, Novembro 13, 2007


“A essência do passional é a alienação que produz: o apaixonado sai de si mesmo e se perde no outro, ou melhor dizendo, naquilo que imagina do outro. Porque a paixão é uma espécie de sonho que se deteriora em contato com a realidade. Talvez por isso que a paixão parece sempre exigir sua frustração, a impossibilidade de realização” (Rosa Montero)





[paixões]


Acabei de ler o livro “Paixões – amores e desamores que mudaram a história”, de Rosa Montero. Como sugere o título, o livro conta alguns casos de paixões, provavelmente os mais doentios e destrutivos da história. Ou serão todas as paixões doentias e destrutivas?

Fiquei tão impressionada com “romances” como o dos Duques de Windsor, Leon e Sônia Tolstoi, Joana – a Louca, e Felipe – o Belo, Oscar Wilde e Alfred Douglas, Lennon e Yoko, dentre outros, que resolvi escrever uma “retrospectiva” de minhas paixões.

É verdade que por muito tempo eu neguei ter me apaixonado. Dizia, com certo amargor, até pouco tempo atrás, que nunca havia conhecido tal sentimento. Balela! Posso ainda não ter tido a oportunidade de viver um grande amor, mas aí já são outros quinhentos...

Grandes paixões, avassaladoras, foram três. Rápidas, inicialmente arrebatadoras, mas logo decepcionantes e sem importância, uma penca. Acho que as três que vou relatar dizem bastante sobre mim e sobre minha vida.

A primeira foi aos 15, 16 anos. Por um carinha que estudava na mesma escola que eu. Ele era feio, magricelo, aparentava ser meio tímido, mas tinha um olhar misterioso que me fascinava. Era um “relacionamento” totalmente platônico. Enquanto eu imaginava quem seriam os convidados do nosso casamento e os nomes dos nossos filhos, ele nem sabia que eu existia. Mentira, sabia sim! Uma vez encontrei a mãe dele numa festa de família [família minha e dele, a mesma], que quando soube que eu era eu [oh!], disse em tom entusiasmado [ou cruel?] que seu filho vivia falando de mim. Aquilo foi o auge. Eu saí daquela festa me achando a mais correspondida das apaixonadas. Claro que a inexperiência me fez esquecer de perguntar o que ele falava de mim. Só sei que uma ou duas semanas depois o moçoilo aparece namorando uma garota da classe dele. Minha primeira decepção amorosa. Coração partido.

Depois de superado esse trauma, passei um bom tempo “passeando” por relacionamentos um tanto quanto, digamos, frívolos. Paixonites adolescentes, romancezinhos meia boca, e, vamos ser sinceros, muita diversão. Nada substancial.

Dos 17 pros 18 anos resolvi que queria perder a virgindade. Ah não, lá vem essa história de novo! Calma, é só um resuminho. Então, conheci um cara e comecei a ficar com ele. Gente boa, amigo dos meus amigos. É, eu resolvi que ia dar pra ele. Uma noite, enquanto esperava esse carinha, fiquei conversando no portão de casa com o melhor amigo dele, um sujeito que eu detestava por ser metido a pegador, meio cafajeste. Um petulante. Foi quando, não mais que de repente, PÁ! Ficamos. PÁRA TUDO E CALA A BOCA! Eu não queria mais ficar com o outro, queria dar pra esse. O que era aquela coisa? [Não respondam, engraçadinhos!]. Era um vuco-vuco... Depois disso parei de ficar com um e comecei um “lance” com o outro. Eu digo “lance” porque descobri que o “cafa” tinha uma namoradinha de 15 anos que morava no interior. Maldita! O que me contentava era que eu era “a titular” a maior parte do tempo, e que nossa relação nunca precisou ser escondida. Se duvidar, até a oficial desconfiava, tirando pela cara de poucos amigos que ela fazia quando me encontrava. Resumindo, essa história durou uns dois anos, E eu nunca admiti ter me apaixonado por ele. E pra falar a verdade, até hoje não sei se era paixão. Era química. Dois [maus] elementos que quando entravam em contato... Boom! Puro fogo. É, tá bom, tudo bem. Era paixão! A gente ainda se “encontra” de vez em quando. Provando a veracidade do ditado que diz que “amor de [piiii...] quando bate, fica!”.

A terceira paixão é mais sublime. Ohhh... Platônica também, como a primeira. O “pretê” ideal. Aquele cara que combina em tudo com você, ou melhor, comigo. Jeito, gostos, preferências, tendências, modos... Não lembro quando me apaixonei. Nem quando [e se] me “desapaixonei”. Conhecemos-nos por intermédio de uma amiga minha e logo nos tornamos amigos também. Talvez isso, para mim, tenha sido sempre meu maior bloqueio. O medo de estragar uma amizade bacana, uma relação de companheirismo... Se bem que corre à boca pequena que as maiores histórias de amor são baseadas em companheirismo e respeito, mas... Whatever!

Ao fim de “Paixões” descobri que já me apaixonei sim. Que sou uma eterna apaixonada. E que, apesar de piegas, isso é bom. Mantém-nos vivos. Inspira-nos ao acordar. Faz-nos ver a vida e as pessoas de forma mais suave. Como disse Santo Agostinho, “o que o apaixonado ama é o amor”.


“O amor feliz não tem história. Só o amor ameaçado é digno de um romance.” (Denis Rougemont, A história de amor no Ocidente)



MelissaG | 13:25 |
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Segunda-feira, Novembro 12, 2007


[vale tudo mesmo?]


Apareci, depois desse tempão todo, pra contar minha primeira vez. Calma! Não é a primeira vez que transei porque essa história já foi contada milhares de vezes nesse blog e já está mais do que manjada. Se bem que a primeira vez que vou contar agora tem um ponto em comum com minha primeira vez “sexual”. O Protagonista.

Quando ouvi falar do Ecopride Manaus imaginei uma cena de The O.C., que aparecia o Ryan lutando com brutamontes-truculentos-com-pinta-de-caminhoneiros [seria uma cilada, Bino?]. Minha primeira vez num evento de luta livre poderia ser traumatizante, levando em consideração que meu “trepê” também seria “O Protagonista” de uma das lutas.

No dia da luta, coloquei um vestidinho bem alegre, colorido, meio curtinho. Fiz um make-up leve pra combinar com o visual. Por pouco não calcei minhas Havaianas Slim. Enquanto esperava minha amiga na varanda me toquei da dimensão da minha “falta de noção”. Entrei em casa, coloquei um vestido mais discreto e me mandei. Chegando lá percebi que meu vestido nem chamaria tanta atenção comparado aos de algumas cachorras-maria-tatami presentes no ginásio. Whatever!

Como “eu não sou baú, nem gente fina” – parafraseando um amigo, vou fazer meus comentários sobre o Ecopride.

1. O evento estava marcado pra começar às 19h e as portas do ginásio só foram abertas meia hora depois.
2. Vivi Cariolano de apresentadora de luta [fantasiada de EMO] foi ridículo.
3. A produção do evento fez por merecer TODAS as vaias do público que não suportava mais tanto atraso. Pra ser mais precisa, duas horas de atraso. Um absurdo!
4. O calor do Empório foi apenas um estágio pro que eu estava para sofrer no Vivaldinho. Aquilo sim é mais quente que o inferno.
5. Sem falar nos ratos andando por cima de nossos pés. Argh!

De resto, o evento foi bacana. Segurança, polícia, chope [aguado, mas gelado], iluminação, Vítor Belfort [suspiros!]...

O mais engraçado era ver minha agonia. Os caras apanhavam e eu, de olhos meio fechados meio abertos, dizia “ai ai ai...”. Na hora da luta principal [na minha opinião, pelo menos!] era um aperto no coração. Minhas mãos suavam. Minha cabeça começou a doer. Um horror! A situação piorou quando um “caboquinho” metido a carioca sentado a nossa frente começou a torcer contra. Xingava, tirava onda... Eu já estava babando de tanta raiva. Ao término da luta, com a vitória do meu competidor, rolou um “pega, porra!”, também um “cala a boca, carioca favelado!”, um exaltado “fdp!” e pra piorar um “enfia a p*&$* no c*&, agora!”. Ou seja, por muito pouco quem apanhava era eu. Ainda bem que meu santo é forte! E que estávamos rodeadas de homens que também estavam um tanto descontentes com o rapaz. Ele, por sua vez, demonstrou ser uma pessoa obediente e “enfiou o rabinho entre as pernas” [como eu ordenei] e foi embora.

Resumindo: Foi uma experiência única, divertida e emocionante. Agora eu vou pra todos os campeonatos de MMA [mixed martial arts] que pintarem, como parte do projeto “Seca nunca mais!”. Rá!



MelissaG | 10:57 |
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