Sábado, Julho 21, 2007


[blargh]

Sexta-feira à noite...
Depois de uma semana punk de ralada, você mal pode esperar.
Apesar da correria da semana, no começo da noite de sexta-feira suas energias automaticamente se recarregam.

Como uma boa baladeira, você já conhece o caminho das pedras. Reserva mesa, compra cigarro, combina um horário cedo com os amigos pra não precisar ficar na fila. Antes de sair de casa toma uma sopa, pra garantir o divertimento e evitar vexames alcoólicos em público. Se bem que isso é até redundante. Não seria vexame, se não fosse em público.

Na casa noturna, reunião de amigos. Enquanto a macharada conversa, a ala feminina bebe e dança, ensandecida. Lá pelas tantas, uma rodada de tequila. Arriba, abajo, al centro y... Adentro!

Uns chopes mais tarde, ao pé da mesa, um montinho de sapatos vai se formando. Primeiro um par, depois outro, daqui a pouco mais um...

A banda toca, você e suas amigas cantam junto, de olhos fechados. Erguem os braços. Fazem coreografia. Abraçam os amigos. Com as mãos, fantasiam um microfone e gritam a música, sofrivelmente. Uma mistura de “Dance o clipe” com “Qual é a música?”.

Quatro da matina. Você acaba de lembrar que trabalha no dia seguinte. Quer dizer, ao amanhecer do mesmo dia.

Ao sair de casa, você - inteligentemente - deixou o ar condicionado ligado. Tudo perfeito se sua cama não estivesse atolada de maquiagem, vestidos experimentados, bolsas... Num passe de mágica...Uma sacudida. Caminho livre. Sua cama agora é sua, só sua.

Susto! Você esqueceu de programar o despertador. 8h15min. Socorro! Você está atrasada. Corre pro banheiro, ao olhar no espelho, outro susto! Olhos pretos, borrados, cara amassada, cabelo de bozo. Prende a juba num coque. Lava o rosto. Toma banho. Pega a primeira roupa que aparece na frente e tira os óculos escuros da bolsa.

No caminho para o trabalho, você lembra que esqueceu de pôr o colar e os brincos. E que saiu com a mesma bolsa da balada. Você não liga.

Entra na empresa. Ao falar bom dia, a voz de travesti. Uma coca-cola, dois dorflex, óculos escuros.

Coragem, mais tarde tem de novo.

[no texto, onde tem a palavra “você”, entenda-se por “eu”]



MelissaG | 10:56 |
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Quinta-feira, Julho 19, 2007


[ctrl c ctrl v - de novo]


Ainda sem tempo. E hoje sem muito ânimo.
Odeio gente negativa, que reclama da vida, melodramática...
Mas hoje tá foda por aqui.
Às vezes dá vontade de ir embora pra Pasárgada.

Pra não ficar aqui me lamentando, vou copiar um texto que a Saskya me mandou. Muito bom!!
Fica como uma homenagem a minha mãe, que hoje prendeu meu dedo na porta do carro, me chamou de doida e me mandou rezar. Seria cômico... se não fosse trágico.


Eu me rendo - Danuza Leão



Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa acreditar, ainda por cima, se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.

Uma das mentiras: que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante.
É muito simples: não podemos.

Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante.

Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.

Ah, quanta mentira!
Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não à que faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo.
No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões.

Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison.
Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade.
Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.

Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa ,
fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro. Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 anti- radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.

É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem , coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour.
Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o
relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.
Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.
E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver. Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão.

Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.

Parabéns para quem consegue fingir tudo isso....



MelissaG | 10:22 |
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Segunda-feira, Julho 16, 2007


[ctrl c ctrl v]

A falta de textos novos nesse blog é causada pela volta ao trabalho, ao estresse, à fadiga... Nas horas vagas, o excesso de sono e cerveja se encarregam de me manter ocupada! uhauhauahua...

Mas como ninguém é de ferro, de vez em quando eu dou um jeitinho pra ler meus blogs favoritos. Numa dessas escapadas, achei essa pérola do Ismael! Perfeito.


Back to the Contradiction - Ismael Benigno [O Malfazejo]



Quem me conhece sabe que não odeio o Lula. Eu odeio o Presidente Lula. São duas coisas muito diferentes, ainda que Ele teime em misturá-las. Eu adoraria beber com o Lula, ouvir as histórias de sua mãe, até os ensinamentos de vida de sua trajetória - o que é um pouco mais complicado, não pela trajetória, mas pela arrogância com que ela é contada, afinal, trajetórias humildes ficam melhor contadas com humildade. Mas eu detesto o lulismo.

O que me leva, aqui, a escrever sobre Ele, depois de tanto tempo.

O porquê? Vejamos… eu lembrei de uma cena de De Volta para o Futuro, o primeiro da série, quando Marty McFly (Michael J. Fox) está tocando Angel, dos Platters, para unir, finalmente, o casal que será seu pai e sua mãe na tal volta para o futuro. Mas George, seu pai, é um banana, não sabe brigar, e quase põe tudo a perder quando deixa que lhe tomem a parceira de dança. Então tudo desanda, a família de Michael começa a sumir na fotografia à medida que a esperança se esvai. Michael fraqueja, erra os acordes, passa mal, vê sua vida terminando melancolicamente.

Mas George, seu pai banana, reage. Dá um safanão no mau elemento, salva a mocinha, volta à dança e põe tudo nos eixos. Tudo volta aos trilhos, Michael respira novamente, os rostos de sua família voltam à foto, o filme vai chegando ao fim e… enfim, o final é feliz.

Não vi a abertura do Pan, mas notícia boa corre rápido, e eu soube que o Lula tomou uma vaia de 90 mil pessoas, em pleno Maracanã. Nunca na história desse país um presidente foi vaiado por um Maracanã lotado. Eu queria ter visto, mas perdi o espetáculo.

Pra mim, aquelas vaias foram o safanão que George McFly deu no mau elemento. Eu já vinha desmilinguido, cabisbaixo, errando acordes e me despedindo da esperança quando meus 90 mil Georges tomaram as rédeas do filme e botaram tudo nos eixos - nos meus eixos. Sim, meus, porque declarar-me feliz com a humilhação pública não deve soar elegante. Mas explico. Não vi aquelas vaias como um atentado contra a honra pessoal de Lula, mas como um aviso de que a contradição ainda não morreu, que ainda há, sim, capacidade de indignação no povo. Sim, povo, pois não há explicação honrosa para o que ocorreu, afinal, o PSTU não deve ter nem mil filiados no país inteiro. Então, de onde teriam saído os 90 mil delinquentes do Maracanã? Teria a organização do evento selecionado apenas as elites para assistir ao espetáculo?

Precisava ser no Maracanã, e precisava ser num evento televisionado para dezenas de países. Este estádio, que suportou as lágrimas dos 200 mil infelizes da final de 50, precisava sediar a desforra da capacidade brasileira de dizer “não”, de protestar, de vaiar seu presidente. Um país que ainda seja capaz de vaiar em uníssono seu presidente ainda tem jeito, a aqui nem falo mais de Brasil, mas de qualquer país.

Um pouco de romance e de fábula não faz mal a ninguém. Ainda precisamos acreditar que os franzinos Georges McFly podem, sim, derrubar - metaforicamente falando, claro - os Beefs, os maus elementos. Foi como eu me senti hoje. Como Marty, com sua guitarra, recebendo um sopro de esperança depois de tantos socos no estômago.

E um sopro de esperança vindo de 90 mil bocas.

PS 1: Segundo a Globo, Lula ouviu as vaias “democraticamente”. Não fez mais do que sua obrigação. Guardemos as proporções, mas acho que já podemos chamar a Globo de “Tropa de Choque do Pan”, uma espécie de Epitácio Cafeteira dos jogos.

PS 2: E quem diria, hein!, que um dia os artifícios de edição da Vênus Platinada fossem ser usados a favor do operário barbudo!



Agora é o meu ps, o ps do ps... Achei de última as vaias do público a delegação americana. Total falta de "espírito esportivo".



MelissaG | 12:47 |
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Terça-feira, Julho 10, 2007


[poucas & boas]


Relato de uma consumidora satisfeita

Que eu sou ótima pra reclamar, já deu pra perceber. Mas eu só reclamo quando tenho razão. Como ingratidão não é um de meus defeitos, quero agradecer ao restaurante citado no texto “Beliscão educativo 2 - o retorno”. Ao saber do meu suplício, o restaurante me presenteou com dez mini-mimos deliciosos. Muito obrigada, viu? Amei!

Relato de uma consumidora satisfeita 2

Preciso agradecer também ao All Night Pub que - apesar de ter esquecido de reservar a mesa que pedi, ou qualquer outra mesa - foi muito eficiente ao solucionar o problema, providenciando quase que imediatamente uma nova mesa.

Amazon Noivas

Agora Manaus tem uma revista de noivas. Tá, meu bem?! Não tive tempo de ler, recebi ainda agora. Dei uma olhada rápida, suficiente pra proporcionar um dos momentos mais divertidos do meu dia. Alguns anúncios são muito bizarros. Por exemplo, todas as bandas têm o prefixo “SUPER BANDA”, deve ser pré-requisito pra tocar em casamento. E os da Vitória Fernandes? Tão cafona quanto à senhora que dá nome a grife. Jesus me chicoteia!

Por falar em tosco

O que são esses comerciais das Óticas Veja? PELAMORDEDEUS! Parece que as “modelos” nem maquiadas foram, com espinhas saltitantes e testas oleosas reluzentes. Credo!

Bon [e velho] Jovi

Graças a Carol, consegui assistir domingo o MTV Unplugged do Bon Jovi. Que coisa foda! O tempo passa, o tempo voa... E a banda continua com o dom de nos fazer suspirar ao ouvir suas músicas, por mais “de cortar os pulsos” que elas sejam. E cá entre nós, o Jon [sentiram a intimidade?] consegue ficar cada vez mais sexy. Ai ai...

Eu odeio playboy de posto

Eu sempre odiei aqueles playbas manés que se reunem em posto de gasolina, com o som no toco, geralmente tocando “tuti-tuti”, ou forró, ou axé... ou seja, música ruim! Hoje em dia a caboquice se elevou [ou será que rebaixou?] a outro nível: pessoas dançando forró em pleno posto de gasolina. Ninguém merece!



MelissaG | 09:05 |
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Quarta-feira, Julho 04, 2007


[papo de doido]


Como eu utilizo esse blog com fins “terapêuticos”, resolvi encenar minha ida ao consultório do meu analista-imaginário. E você, caro leitor, pra entrar no clima, leia esse texto com cara de paisagem, daquelas que só os analistas conseguem fazer.

Senta que lá vem a história...

Chego quinze minutos mais cedo. Eu tenho o hábito de obedecer a horários. Eu inclusive me antecipo ao combinado. Pior, geralmente tenho crises de ansiedade quando alguém me faz esperar muito. Humm... Então é por isso que eu fumo. Por causa da maldita ansiedade. Vou pedir pro doutor me receitar Fluoxetina. Ou vou fumar um cigarro. Ai, preciso fumar um cigarro!

Antes mesmo de tirar o cigarro da bolsa, abre-se uma porta e sai de lá uma mulher em torno de quarenta anos, bem enxuta, meio cafoninha, com os cabelos maltratados pela descoloração e pela escova progressiva... Ela sai com olhar cabisbaixo, nariz vermelho como se tivesse chorado. Para em frente à secretária, que pede para que eu entre.

O meu analista [ou psicólogo, ou psiquiatra] é um sujeito baixinho, com cabelos grisalhos, barba farta e branca, narigudo... Parece um duende! Usa uma boina quadriculada e fuma cachimbo. Olhando bem, ele parece um detetive. Será que existe duende detetive? Ah, o mais importante é que ele fuma cachimbo durante a consulta. E o melhor, ele não se importa que eu fume meus cigarrinhos enquanto falo.

*Se alguém realmente conhecer um analista que permita que o paciente fume durante a consulta, por favor, me passa o contato!

Então... Entro numa sala grande, com uma estante de madeira escura, repleta de livros. No meio fica uma poltrona de couro marrom, e um divã lindo, marfim... Confortabilíssimo.

Sento, acendo um cigarro, aproximo um cinzeiro e...

- Outro dia tava conversando com uma amiga sobre essa [falsa] sensação de felicidade que alcançamos ao sermos aceitos e bem quistos. Porque pra agradar todo mundo, a pessoa vira um zumbi. Dá pra ser feliz deixando suas opiniões de lado, seu jeito de ser? Pra mim isso é pseudo-felicidade. Bom mesmo é quando somos aceitos e bem quistos com todas as nossas bizarrices.

E o “dotô” faz aquela cara reticente... Prossigo!

- Antes eu me importava com o que os outros pensavam a meu respeito. Perdia noites de sono imaginando o que “Fulana” poderia estar falando pela minhas costas, imaginando teorias da conspiração elaboradas por meus arqui-inimigos para me difamar. Me torturava a idéia de ter questionada minha imagem de garota descolada, bacana e amiga ideal. Eu já cheguei ao cúmulo de pedir desculpas em uma situação onde a “vítima” era eu. O senhor acredita?
Nesse momento eu paro, olhando inconformada para o analista, esperando que ele esboce alguma reação.

- E por que você acha que fazia isso?

- Carência! Só pode. Mas pô, o pior é que eu sou realmente a maioria das coisas que aparento ser. Sério! Sem falsa modéstia, eu sou uma excelente amiga, ultra-bacana, inteligente... A diferença é que hoje em dia eu não escondo meu lado B. Aquele que às vezes acorda de mau humor. Às vezes a culpa é da TPM. Aquele que é ansioso, crisado, ciumento, inseguro, meio neurótico. Aquele que é intolerante com relação a burrice, falta de iniciativa e mentira. Aquele que, ao ouvir as lamentações alheias, tem vontade de mandar todo mundo plantar batata, porque de problemas já basta o meus... Por falar nisso, o senhor é um santo, hein! Como o senhor consegue passar o dia inteiro ouvindo reclamações... Pior que isso, só atendente do SAC do Banco do Brasil, e olha, ô banquinho de mer...

Antes de concluir o palavrão, sou repreendida por um alto “Hum! Hum!”.

- Ah, desculpa! Eu me empolgo falando, que acabo perdendo o fio da meada. Mas continuando... Meus piores defeitos se confundem com minhas maiores qualidades. E vice-versa.

Respiro fundo, acendo um cigarro e digo:

- Sabe de uma coisa...

Dou uma tragada e prossigo:

- Resolvi deixar de lado essa dependência afetiva que fazia com eu me preocupasse mais com a opinião alheia do que com minha própria vida. Cansei de picuinhas. Decidi não me importar! E tá dando certo. A vida ficou bem mais divertida. Agora eu sei que quem tá perto de mim, tá perto por quem sou, por me aceitar assim, complicada e perfeitinha. Em dias sãos, e também nos que o sistema da pane.

Orgulhosa, dou mais uma tragada no cigarro, que está quase no fim, e imagino uma cerveja estupidamente gelada... Seria interessante se os analistas começassem a consultar em botecos. A bebida entra e a verdade sai. É fato!

- Meus amigos são fantásticos! O senhor sabe... Eu to num momento muito bom. De alto nível de satisfação pessoal. E o mais legal é saber que meus amigos ficam felizes com o simples fato de me verem bem, feliz, mesmo sem saber o nome do “passarinho verde”. Mesmo sem saber se há um passarinho verde.

O doutor, que não fosse o cabelo grisalho e a barba branca, poderia ser sósia do baixinho da Kaiser, me interrompe e avisa que o tempo acabou.

- Tá bom, até semana que vem! Brigada.
Pego minha bolsa, guardo o cigarro, aperto a mão do analista e abro a porta. Saio da sala e seguro a porta pra próxima doidinha entrar. Saio do prédio e fico esperando que alguém me apanhe. Apesar de ter carteira de motorista, eu não dirijo. Deve ser algum trauma. Na próxima consulta eu tento descobrir... Vou anotar pra não esquecer...


*Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a vida real terá sido mera coincidência. Ou não.



MelissaG | 10:31 |
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Eu sou...

.:.Chrys Braga [a.k.a Melissa Garcia]
.:.27 anos
.:.Sagitariana (27/11)
.:.Manaus - AM
.:.Quase Relações Públicas
.:.Bebo [quase] todo dia
.:.Fumante
.:.01 tatuagem
.:.Chocólatra
.:.Esquentada
.:.Implicante
.:.Sarcástica
.:.Inquieta

Eu adoro...

.:.Sair com os amigos
.:.Festas
.:.Chopp do Piccolino
.:.Cerveja "canela de pedreiro"
.:.Carlton Mint
.:.Banda Overload
.:.Juke Box
.:.Cerveja
.:.Cuba Libre
.:.Livros
.:.Escrever
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.:.Bolsas
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.:.Rock

Fotos

.:.Diversas
.:.Encontros
.:.Turismo
.:.Oh happy days
.:.Baladas

Eu leio...





.:.Fotolog Pastel de Queijo
.:.Mariazinha & Binha
.:.Bauru com Tucupi
.:.Cudi Pato
.:.Rabo de Arraia
.:.O Malfazejo
.:.O Ócio das 2
.:.Sangue Del Predador
.:.Srta Stress
.:.Club dos Terríveis
.:.Pentágono
.:.Página do Careca
.:.Simão Pessoa
.:.Taqui pra ti
.:.O Carapuceiro
.:.02 Neurônio
.:.Blônicas
.:.Legendado





O passado me condena...

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