Terça-feira, Junho 26, 2007




Como uma pessoa de dotes culinários limitados, eu freqüento restaurantes. Restaurantes, lanchonetes, botecos, padarias... Se dependesse do que sei preparar, passaria a vida comendo brigadeiro, hot dog e macarrão ao molho branco [com bacon, cogumelos e pimenta, tá meu bem?!].

Acontece que eu sou chata! Daquelas clientes bem cricris... Primeiro que eu odeio restaurante barulhento. Exijo ser bem atendida e adoro ser bajulada. Afinal, só o fato de eu sair do conforto do meu lar, e pagar pra comer naquele local, já me torna uma cliente especial.

Se você for dono de restaurante [ou garçom], não for com a minha cara e tiver a fim de me expulsar do seu estabelecimento, siga os passos abaixo:

1. Faça-me pedir duas vezes [ou mais] pela mesma coisa;
2. Ignore meu chamado;
3. Em caso de rodízio, passe direto com meu prato preferido;
4. Traga a conta bem rápido, mas demore bastante pra devolver o troco;
5. E o mais importante, encha o ambiente com crianças danadas e pais omissos!

Sim, eu enrolei vocês com esse blábláblá todo para só agora, finalmente, chegar ao ponto crucial do texto.

[o beliscão educativo 2 - o retorno]

O texto sobre pais que dão palmadas em seus filhos rendeu bons comentários e uma excelente polêmica. Pessoas da minha geração [ai meu deus!] geralmente apanhavam enquanto crianças. É claro que não estou falando de espancamento, o que sou totalmente contra, mas sim de palmadas, beliscões, peias...

Também sou contra pais que batem em seus filhos, mesmo que de leve, em locais públicos. Primeiro porque ninguém gosta de ver uma criança apanhando, sempre fica aquela impressão de "crueldade", por mais que o fedelho tenha feito por merecer. Além disso, tirando os casos de crianças mudas, os "anjinhos" certamente vão abrir o berreiro e fazer aquele escândalo. O que acaba incomodando muito mais!

Outro dia fui a um restaurante [eis o motivo da introdução que você achava que era encheção de lingüiça] que sempre freqüento. Fui direto para a área externa, que deduzi ser a "dos fumantes", pra não ter que aturar ninguém fazendo cara feia, tapando o nariz ou abanando a fumaça. Escolhi uma mesa próxima a um aparelho de televisão para assistir Paraíso Tropical. Verifiquei se tinha alguma criança nas proximidades. Tudo ok! Sentei, pedi e esperei.

Nesse meio tempo, parece uma praga, lá vêm duas crianças... Correndo em direção a "minha área". E uma mãe, abestalhada, láááá atrás, andando bem devagar, rindo dos filhos, que se penduravam nas pernas de um garçom. De repente, a televisão, que estava em cima de uma mesa, vira alvo dos pestinhas. Eles mudavam de canal, aumentavam e diminuíam o volume... E a mãe, que devia estar chapada [só pode!], ria. Eu resmungava [alto], olhava pra ela com cara de poucos amigos, me descabelava... E a filha-duma-égua não fazia nada. Até que me dei por vencida, pedi a conta, paguei e fui embora, com vontade de chorar. Com vontade de espancar a mãe, imbecil, que não sabe educar os filhos!

Pensando bem, os maiores merecedores dos beliscões "educativos" são esses pais complacentes, inconvenientes e mal-educados.



MelissaG | 16:29 |
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Segunda-feira, Junho 25, 2007


[conto de fadas]





Se você sai de casa com medo de ser assaltado, seqüestrado ou vítima de bala perdida, se paga um absurdo por um plano de saúde e trabalha feito um condenado pra manter seus filhos em escolas particulares devido à precariedade dos serviços públicos, se precisou equipar sua casa ou seu comércio com aparelhos de segurança de última geração por não poder contar com a polícia, se sonhou com suas férias o ano inteiro pra ter que, no fim das contas, passar mais tempo no aeroporto do que no destino final... Relaxa e goza! Bem-vindo ao Brasil, terra de faz-de-conta...

O Presidente faz-de-conta que não sabe de nada e ainda põe a culpa na imprensa por noticiar as mazelas de nosso país, a CPI faz-de-conta que investiga e os corruptos fazem-de-conta que são vítimas de conspirações da oposição... Tem Senador fazendo-de-conta que é fazendeiro e sexóloga fazendo-de-conta que é Ministra... E tem Ministro dos Transportes fazendo-de-conta que vai fazer um Trem-Bala, provavelmente do mesmo naipe do Expresso que ele fez-de-conta construir quando era prefeito de Manaus. Tem governador do estado, Brega e "cadeirudo", fazendo-de-conta que a violência é coisa da nossa imaginação e tem até prefeito que faz-de-conta que manda... O pior é que o povo faz-de-conta que aprende, mas continua votando nos mesmos demagogos de sempre.



MelissaG | 15:55 |
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Sexta-feira, Junho 22, 2007


[livin' la vida loca]



Quem me vê, assim de relance, deve achar que eu sou uma espécie de "balzaquiana-retardada-pagando-de-gatinha", ou seja, se você não é meu amigo e nunca teve a oportunidade de conversar comigo [enquanto sóbria] provavelmente irá concluir que eu sofro da tal Síndrome de Peter Pan, enquanto a maioria das mulheres da minha idade é acometida pelo Complexo de Cinderela, definida por Colette Dowling como "uma rede de atitudes e temores profundamente reprimidos que retém as mulheres numa espécie de penumbra e impede-as de utilizarem plenamente seus intelectos e criatividade. Como Cinderela, as mulheres de hoje ainda esperam por algo externo que venha transformar suas vidas...".

De acordo com o psicólogo americano Dan Kiley, autor do best seller "A Síndrome de Peter Pan e Dilema de Wendy", o problema surge quando a pessoa se recusa a crescer depois de um tempo e vive num mundo de conto de fadas, como se fosse uma eterna criança, fugindo de responsabilidades, querendo ser mais jovem do que realmente é e curtindo a vida, literalmente, numa boa.

De acordo com a pesquisa que desenvolvi [o google é meu pastor], a Síndrome de Peter Pan atinge predominantemente os homens. E, quando ocorre com as mulheres, é geralmente relacionada à vaidade. Uma questão de estética mesmo.

Descobri que, se esse for meu caso, eu devo ter a versão masculina da Síndrome. Não me importo em parecer mais velha, e olha que há um bom tempo alguns fios de cabelos brancos, bem chatinhos, insistem em freqüentar minha cabeleira. Mas confesso que sou chegada numa balada, gosto de passar horas conversando com meus amigos, não me importo de, quase aos trinta, escrever futilidades num blog...

A verdade é que, infelizmente, ser adulto é muito chato, e inevitável. Uma hora ou outra temos que crescer. O problema é que as pessoas tendem a condenar comportamentos que fogem dos padrões convencionais.

E eu... Eu prefiro a Síndrome do Peter Pan a essa normalidade burocrática.



MelissaG | 15:26 |
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Quarta-feira, Junho 20, 2007


[o beliscão educativo]


Outro dia vi no Jornal Nacional uma matéria que mostrava a Xuxa no Palácio do Planalto, junto ao Presidente Lula, no lançamento da campanha "Não bata, eduque!", pelo fim das palmadas.

Não fui uma criança arteira. Também não era chorona ou cheia de vontade. Não fazia escândalos em lojas, nem envergonhava meus pais com chiliques em público. Obviamente, como toda criança saudável, eu aprontei das minhas e, por conseqüência, precisei levar umas boas palmadas.

Lá em casa o esquema funcionava assim: aprontou? Pega o Escovanildo. Só de ouvir o nome do "carrasco" já sentíamos - eu e meu irmão - arrepios. O Escovanildo é [sim, ele ainda existe] uma escova de engraxar sapatos, com a base de madeira. O número de "bolos" variava com o nível da peraltice. Na maioria das vezes, apanhávamos os dois, eu e Paulinho, porque vivíamos nos engalfinhando. Aí ficava aquele empurra-empurra pra ver quem ia ser o primeiro a oferecer a palma da mão em sacrifício. As palmadas eram dividas igualmente entre as mãos esquerda e direita, que tinham que ficar espalmadas pra não machucar os ossinhos dos dedos. Ah, e se alguém ameaçasse abrir o berreiro, logo era repreendido com a frase "engole o choro!".

Tinha também a técnica-ninja-do-abraço. Toda vez que eu e meu irmão nos estapeávamos, éramos colocados de castigo, de joelho, abraçados, por tempo indeterminado. Enquanto nossos pais estavam de olho éramos dois anjinhos. Hum! Quando eles viravam de costas era puxão de cabelo e cuspe pra todo lado.

E se vocês estão aí, chocados, achando que meus pais eram monstros, muito se enganam! Crescemos pessoas "normais", bem educadas, respeitando os mais velhos, e sem nenhum trauma. Devemos boa parte do que nos tornamos a essas bem dadas e merecidas palmadas.

Avaiana de pau
Eu amo avaiana de pau
Puquê
Ensina as Quiança
Bate nas quiança
As quiança apende na marra
ô, avaiana de pau
Se num aprendê morre
ô laiá laiá
ahuahuahuhahahaha...



Pra ouvir Avaiana de Pau, clique AQUI!
Obrigada por lembrar essa pérola, Dani!!

Ahhhh uma Avaiana de Pau agora... auhauahuahua...



MelissaG | 13:39 |
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Segunda-feira, Junho 18, 2007


"... não acredite em tudo o que ouve. Nem em tudo o que diz. Suspenda a descrença quando quiser prazer. Não subestime os outros, nem os idolatre demais. Seja educada, mas não certinha. Faça coisas que nunca imaginou antes. Não minta, nem conte toda a verdade. Dance sozinha quando ninguém estiver olhando. Divirta-se enquanto seu lobo não vem." (Rir com cérebro, Martha Medeiros)


Eu sempre fui feliz. Com momentos difíceis e, pelo menos, uma deprê por mês, mas sempre fui feliz. Tenho a sorte de ter uma família maravilhosa: uma mãe batalhadora, um irmão afetuoso e superprotetor - apesar de mais novo, e uma avó do tipo matriarca, que acolhe a todos sempre com uma palavra de carinho e incentivo. Sinto enorme saudade do meu falecido pai, mas encontro conforto ao pensar que ter tomado certa atitude o deixaria orgulhoso. Fui premiada com os melhores amigos do mundo - que valorizam minhas qualidades e deixam passar despercebidos os meus defeitos. Tenho boa saúde e um excelente nível cultural. Tive acesso a boas escolas, bons cursinhos de inglês, a ensino superior grátis e de boa qualidade... Sempre tive a maioria das coisas que quis - dentro das possibilidades da minha família. Ainda não conheço o mundo, mas já pude ver muitas cidades bonitas. Posso me dar ao luxo de bancar meus hábitos, ou vícios, de freqüentar bons restaurantes, de consumir minha cerveja e meu cigarro de cada dia, de comprar perfumes caros, sapatos, roupas e livros, muitos livros.

Diante de tudo o que eu falei aí em riba, eu pergunto a vocês, dá pra ser mais feliz? Dá! É só querer! Hoje eu não sou mais feliz como eu era antigamente. Hoje eu estou radiante. Tá bom que eu não sou uma Pollyanna, pateticamente feliz e otimista. Continuo ranzinza, sarcástica e maliciosa. Ainda me irrito com crianças correndo em restaurantes, gente que fala alto ao celular, perguntas cretinas... Mas dedico menos tempo e energia a esses casos. Eu tenho um motivo pra ser e estar feliz, um não, vááááários... Todos esses que citei acima... E mais alguns que esqueci propositalmente de citar. Ahahahaha...

Seguindo mais ou menos a mesma linha de raciocínio que Martha Medeiros descreve nesse trechinho da crônica que reproduzi no início do texto, o melhor a fazer, na maioria dos casos, é se levar menos a sério... Rir mais de si mesmo... E aproveitar as inúmeras coisas boas que a vida oferece!

Tem uma música que diz "Don´t worry! Be happy!". É bem por aí...



MelissaG | 12:48 |
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Sexta-feira, Junho 15, 2007


Hoje é sexta-feira
Dia de bebemorar
Cair na gandaia
Não ver a noite passar

Feriado Nacional, Bruno e Marrone



Eita! Hoje eu estou tão feliz que rola até Bruno e Marrone no meu texto. Quem diria, hein?

Que nada, eu cansei de ouvir, e pior - CANTAR!, Bruno e Marrone, no Flutuante da Tia, em pleno dia de semana, horário de aula, bêbada. Sabe quando você tá num churrasco e tem uma bêbada que canta gritando, abraça as amigas, escorrega, chora e, daqui alguns instantes, cai na gargalhada? Nesse naipe!

Eu tô com vontade de sair dançando... Essa música do Maroon 5 [Little of your time] é contagiante. Dá vontade de dançar e rir... Ao mesmo tempo! Dançar rindo... Vontade de cantar na frente do espelho, fazendo uma coreografia bem anos 80. Afastar os móveis da sala e, de repente, "Flashdance"... Dá vontade de tomar banho de chuva, ainda mais com o calor infernal que ta lá fora. Abrir uma cerveja estupidamente gelada [salivei agora] e beber numa golada só... Vontade de sorvete de doce de leite... Picolé de uva... Dindin de Quick de morango...

Parece que eu tomei Red Bull [argh!]. Tô elétrica. Energicamente feliz!


Please don't leave, stay in bed
Touch my body instead
I'll make you feel it
Can you still feel it?
I'll make you feel it
Can you still feel it?

Little of your time, Maroon 5






MelissaG | 11:33 |
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Quinta-feira, Junho 14, 2007


[ao som do mar e à luz do céu profundo]


Eu sou viciada em livros. Quer dizer, eu sou viciada em cigarros, bebidas alcoólicas, seriados americanos, novelas, perfumes, chocolate, música e livros... Perceberam a tendência, né? Bom, pelo menos eu posso me orgulhar por ser viciada em livros.

Outro dia mandei uma listinha pro Dani, que mora em São Paulo, com alguns livros que não chegaram aqui na terrinha. Ontem um amigo, o Bruno, veio de São Paulo e trouxe na bagagem alguns desses livros. "Topless" e "Trem Bala" da Martha Medeiros, e "Ao som do mar e à luz do céu profundo" do Nelson Motta.

Como uma viciada exemplar que sou, fiquei ansiosa pra começar a desvendar aqueles livros. Esperei terminar Paraíso Tropical [eu disse que sou viciada em novelas?], desliguei a tevê e peguei o livro do Nelson Motta.

Lia, e não conseguia parar de ler. Encantada, eu viajava com a descrição precisa e detalhada de cada metro quadrado do Rio de Janeiro... de Copacabana... dos personagens... do Brasil da era JK... O sono chegou, meus olhos ardiam, mas eu não conseguia fechar o livro. Continuava a leitura... Até que uma hora não deu mais, parei e percebi que já tinha lido praticamente metade da obra. Fechei o livro, guardei ao lado da cama e apaguei a luz.

Antes de dormir ainda fiquei pensando naquele cenário. Bateu uma saudade do Rio... Uma vontade imediata de estar lá... De passear no calçadão, de beber num boteco, de dar um mergulho no mar, de tomar uma cerveja e bater palma pro pôr-do-sol... De poder, em qualquer situação, olhar pra cima e ver o Cristo, de braços abertos, acolhedor... Senti saudades e inveja da minha família e dos meus amigos que moram lá...

Bom... De qualquer forma, vou ter que suportar essa saudade até agosto!



Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito pra mim

Samba do avião, Tom Jobim




MelissaG | 13:12 |
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Segunda-feira, Junho 11, 2007


[all i want is someone i can't resist...]


"Eu preciso de alguém
Sem o qual eu passe mal,
Sem o qual eu não seja ninguém.
Eu preciso de alguém."

Maio, Kid Abelha



Quais os "predicados" do parceiro ideal? Qual a definição de alma gêmea?

A tampa da panela, o chinelo velho do pés descalço, a metade da laranja [dois amantes, dois irmãos... duas foooorças que se atraaaem...], seria alguém com gostos parecidos, que curte as mesmas coisas e que compartilhe do mesmo "estilo de vida" que você ou é alguém completamente diferente, que te completa, um contraponto, com posições e atitudes que divergem das suas?

Nessa busca incansável pelo parceiro ideal, acabamos nos precipitando e beijando qualquer sapo que encontramos pelo caminho. Se bem que BEIJAR o sapo é o que de menos pior pode acontecer. Cruel é se apaixonar pelo sapo esperando que um dia, quem sabe, ele se torne o sonhado Príncipe Encantado.

Ah, mas Príncipe Encantado não existe. Agora atire a primeira pedra a mulher que, quando menina, não acreditou na existência desse ser folclórico? Sonhávamos em encontrar alguém bonito, descolado, bacana, de sorriso branco e cativante, cabelo impecavelmente penteado, rico, romântico... Richard Gere, em "Uma linda mulher".

O tempo vai passando e começamos a encontrar muitos sapos em nossos caminhos. E Príncipe Encantado que é bom, necas! A partir daí começamos a diminuir o nível do "controle de qualidade". Procuramos por alguém bacana, que goste de nossos amigos, com o sorriso não tão branco, de vez em quando meio descabelado, honesto, trabalhador, divertido... Um Príncipe Encantado que não é Encantado. Nem Príncipe. Mas também não é sapo. O que não aprendemos é que, ainda assim, continuamos a idealizar alguém... Aí fica difícil, né?

A primeira coisa que penso quando começo a me apaixonar por alguém é em como seria minha vida de casada com aquela pessoa. Muitas vezes isso me faz "desapaixonar" rapidinho. Talvez seja uma técnica idiota, porque as pessoas podem mudar, ou nós podemos nos tornar mais tolerantes... De qualquer forma, acho que comigo funciona bem.

Hoje em dia eu tô mais desencanada. Apesar de solteira, já achei minha alma-gêmea há um tempinho, o que é meio caminho andado. Agora é mãos à obra! ;)

[suspiros!]



MelissaG | 10:06 |
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Quarta-feira, Junho 06, 2007


[além do arco-íris]

Vou pintar um arco-íris de energia
Pra deixar o mundo cheio de alegria
Se tá feio ou dividido
Vai ficar tão colorido
O que vale nessa vida é ser feliz

Arco-íris, Xuxa



Fui excluída da Parada Gay!

Como domingo acontecerá a Parada Gay em São Paulo, eu resolvi fazer umas pesquisas para escrever um texto politicamente correto e consciente sobre o assunto, justamente por ser contra todos os preconceitos. Foi quando eu percebi que fui excluída da classe.

Entrei no site da Parada e vi que mudaram o GLS [gays, lésbicas e simpatizantes] para GLBT [gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros]. Expulsaram os simpatizantes. E agora, onde eu me encaixo? Não poderiam ter mudado para GLBTS? Ou GLSBT?

Pronto, a inspiração pro meu texto sério e politicamente correto foi pras cucuias. Fiquei arrasada!! Humpf...

Por que os simpatizantes foram descartados? Parece que quiseram restringir o grupo, tipo, "somente homossexuais". Pelo menos na nomenclatura isso aconteceu, espero que na prática seja diferente.

Vocês podem até estar pensando que é muito chilique por causa de uma mera letrinha. E é mesmo, mas, na minha opinião, quanto mais "letrinhas" forem inseridas ao nome, maior a amplitude da causa. De repente, poderia ser GLBTSVEED [gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros, simpatizantes, voyeurs, emos, enrustidos, drags] e por aí vai...

Desde pequena aprendi a lidar com a diferença. Principalmente com relação a homossexualidade, por ter gays e lésbicas na minha família. E no decorrer da minha vida fiz alguns maravilhosos amigos homossexuais. Talvez por isso a revolta pela exclusão do "S". É como se deixassem de fora pessoas que, como eu, têm amigos, parentes, filhos, colegas de trabalho gays, e que respeitam e admiram.

O mais importante nessa luta contra o preconceito é ensinar que devemos gostar de PESSOAS, não importa cor, raça, credo, sexo... É claro que sempre vai existir gente boa e má em todo lugar, independente de qualquer coisa. Mas é isso, a índole, que deve nos diferenciar.

E eu, essa simpática simpatizante, mesmo excluída da nomenclatura, declaro aqui meu amor a todos os homossexuais da minha vida.




MelissaG | 12:44 |
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Terça-feira, Junho 05, 2007


[o segredo]

Quem me conhece sabe que eu sou descrente de muita coisa.
Na verdade eu acredito no que eu quero! [risos]
Sou de formação católica mas não acredito na Igreja, talvez por considerá-la arcaica e autoritária. Não acredito que eu deva me confessar para um homem que vai me mandar rezar e tudo vai ficar bem, não acredito num Deus que pune, não acredito que os freqüentadores assíduos da missa sejam menos pecadores que eu... E por falar em pecado, isso existe?
Acredito nas energias. Acredito em inveja, olho gordo... Acredito em anjo da guarda, ou guia de luz... Acredito em espíritos.
Mas apesar disso tudo, eu não tinha noção do poder dos nossos pensamentos.

[mini flashback]

Ontem eu fui ao shopping comprar um presente e parei em frente a livraria. Lembrei de um livro que a Carol havia me indicado, The Secret. Entrei. Achei. Comprei.

[fim do mini flashback]

The Secret - O Segredo é um livro de auto-ajuda.
Não quero dar agora minha opinião porque não terminei de ler o livro, que aborda a "Lei da Atração" [atraímos para nossas vidas aquilo que pensamos, seja lá o que for] mas posso adiantar uma coisa: antes de dormir resolvi por em prática um dos "exercícios" do livro. E só o que eu posso dizer é: PUTAQUEOPARIUQUEFODA!!!

Coincidência?



MelissaG | 13:43 |
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Eu sou...

.:.Chrys Braga [a.k.a Melissa Garcia]
.:.27 anos
.:.Sagitariana (27/11)
.:.Manaus - AM
.:.Quase Relações Públicas
.:.Bebo [quase] todo dia
.:.Fumante
.:.01 tatuagem
.:.Chocólatra
.:.Esquentada
.:.Implicante
.:.Sarcástica
.:.Inquieta

Eu adoro...

.:.Sair com os amigos
.:.Festas
.:.Chopp do Piccolino
.:.Cerveja "canela de pedreiro"
.:.Carlton Mint
.:.Banda Overload
.:.Juke Box
.:.Cerveja
.:.Cuba Libre
.:.Livros
.:.Escrever
.:.Perfumes
.:.Bolsas
.:.Colares e brincos
.:.Rock

Fotos

.:.Diversas
.:.Encontros
.:.Turismo
.:.Oh happy days
.:.Baladas

Eu leio...





.:.Fotolog Pastel de Queijo
.:.Mariazinha & Binha
.:.Bauru com Tucupi
.:.Algumas Palavras Repetidas
.:.Cudi Pato
.:.Rabo de Arraia
.:.O Malfazejo
.:.O Ócio das 2
.:.Sangue Del Predador
.:.Srta Stress
.:.Club dos Terríveis
.:.Pentágono
.:.Normalmente não sei
.:.Página do Careca
.:.Secrets of Ryan
.:.Simão Pessoa
.:.Taqui pra ti
.:.O Carapuceiro
.:.02 Neurônio
.:.Blônicas
.:.Legendado





O passado me condena...

.:.Junho/2007
.:.Maio/2007
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.:.Março/2007
.:.Fevereiro/2007
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.:.Dezembro/2006
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.:.Outubro/2006
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.:.Dezembro/2002
.:.Novembro/2002
.:.Outubro/2002
.:.Setembro/2002
.:.Agosto/2002

Contadores...



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