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Quarta-feira, Outubro 26, 2005
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Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantado com uma nova invenção
Elis Regina, Como nossos pais
[momento insônia]
O que faz a gente passar a gostar de alguém?
Atração física? Compatibilidade de gênios? Gostos em comum?
Será que seguimos algum padrão ou a escolha é aleatória?
Na minha opinião, na maioria das vezes acabamos meio que "idealizando" o outro. Por isso vejo paixões avassaladoras desaparecendo num piscar de olhos.
A gente acha que achou a pessoa certa, que tem tudo a ver, que encontrou a Alma Gêmea mas depois de certa convivência... Tchóóó! Não era nada daquilo. Não que a pessoa não seja bacana, ela só não é TÃO ideal assim. E aí a gente desencana. E parte pra outra.
[adoro um amor inventado]
A verdade é que é muito chato ficar sem gostar de ninguém.
Como já escrevi trocentas vezes, aquele clima todo que rola durante a conquista é muito bom.
Uma vez falei que prefiro me apaixonar toda semana a não gostar de ninguém. A vida fica monótona e chata. Cinza.
Masoquista eu?
[o dia já está claro, vou tentar dormir. boa noite!]
MelissaG | 05:49 |
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Sexta-feira, Outubro 21, 2005
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Dias vão, dias vem, uns em vão, outros nem...
Quem saberá a cura do meu coração senão eu?
Zeca Baleiro, Cigarro
[apenas mais uma de amor]
Não é um amor qualquer. Arrisco afirmar que trata-se do amor mais sublime que existe. O amor próprio.
É muito romântico ver alguém sofrer por amor. Aquele amor incondicional, que se submete a qualquer coisa para o "sucesso" da relação. Isso tudo é lindo... Em filme. É isso mesmo, na vida real as coisas são bem diferentes.
Já vi muitos casos de pessoas que se deixam humilhar, aceitam ser desrespeitadas, passam por cima de qualquer resquício de orgulho, vaidade e dignidade, tudo isso, "em nome do amor".
Que amor é esse?
Amar alguém mais do que a si próprio não é amar. Pra amar por inteiro, de corpo e alma, precisamos estar bem, seguros. Não podemos passar o recibo de nossa felicidade a quem quer que seja. Nossa felicidade depende pura e simplesmente de nós mesmos. Só assim estamos prontos pra viver um amor de verdade [mesmo que ele dure uma balada, duas semanas ou a vida toda].
Seria muito cômodo jogar todas nossas perspectivas de felicidade em cima de uma pessoa, podendo culpa-la num possível fracasso e nos isentando de qualquer culpa. Quando isso acontece o melhor a fazer é... parar, respirar fundo, pensar, respirar fundo mais uma vez, repensar até queimar todos os neurônios... E seguir adiante! Melhor que achar alguém que nos dê o devido valor, é passar a enxergar esses valores em nós mesmos.
MelissaG | 02:09 |
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Quarta-feira, Outubro 19, 2005
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[post publicado em 09 de setembro de 2004]
Apenas um post non sense!
Cara, odeio ficar assim... Idiota, sabe?
Ah, quer saber? Eu ADORO me sentir assim, idiota.
Dilema.
(Pausa para o cigarro. Assunto complexo.)
((Cigarro com Pepsi é PHoda. Coisas de Laurinha! Vou pegar uma cerveja.))
Eu não sei escrever sobre isso... Vou ver se roubo um texto da Mariazinha.
Nunca fui boa em relacionamentos. Escrever sobre eles então, nem se fala.
Sei lá, minhas experiências não são bons exemplos.
Até certo tempo atrás achei que meu carma era ser amante. Que porra era aquela? Ficava com os caras e depois descobria que eles eram comprometidos. E continuava ficando com eles...
Quase escrevi um email pro Dr Paulo Gaudêncio. Até nisso alguém se antecipou.
Não, ele disse que não era cármico. Falta de vergonha na cara mesmo.
Não de novo, ele não disse isso. Eu num lembro o que ele respondeu. Eu que acho que é falta de vergonha na cara. Ser amante da menos trabalho. Ou seja, carma? Imagina. Preguiça! Ou não, né?
Poutz, tão entendendo alguma coisa? Nem eu.
(Pausa para mais um cigarro pra finalizar a mesma cerveja.)
Minha mãe que sofre quando estou assim. Tadinha, tem que aturar minhas músicas piegas. Ainda agora ela veio aqui dizer que odeia a Pitty. Ahahahahahah... Me lembrei de uns e outros.
Tá bom, tirei a Pitty. Vou ouvir Ana Carolina. E se ela reclamar vou colocar José Augusto. Humpf!
Acho divertido ficar meio aérea, desligada, rir sozinha lembrando qualquer besteira...
Ficar esperando pra ver a pessoa, ansiosa, nervosa, suar frio, pernas bambas, tentando traduzir gestos e olhares...
Isso é uma merda! Não gosto de perder o controle, de parecer "disponível", vulnerável... Abafa! Como fica minha fama de bad girl? Meus super poderes vão pras cucuias.
Quer saber o pior? É babies, ainda tem o pior. O medo da rejeição.
"Olha, não rola. Gosto muito de você, como amigo. Você é legal, inteligente, divertida... Merece coisa melhor."
Ai meus sais, ninguém merece!
Pior que isso só sem trepar há quase seis meses.
Poutz, tô fudida! Ou não...
[porque recordar é viver!]
MelissaG | 11:50 |
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Terça-feira, Outubro 18, 2005
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Não creias que, rompida uma amizade, não tenhas mais deveres a cumprir. São os deveres mais difíceis, nos quais só a honradez te sustenta. Deves respeito à antiga amizade. Deves abster-se de tornar as brigas públicas e de falar delas, a não ser para justificar-se.
Anne-Therese Lambert, Tratado da Amizade
[vivendo e aprendendo]
A vida é cheia de surpresas.
Aquele ser que era seu "melhor amigo" ontem, amanhã pode se tornar seu mais cruel inimigo.
É, porque ex-amigo é foda!
Ele sabe todos os seus "pontos fracos", suas inseguranças e, principalmente, seus segredos.
É nessas horas que descobrimos quem é amigo de verdade.
Sim, porque amigos brigam, passam anos sem se falar [né, Rê?] e nem por isso deixam de ser amigos. Esse intervalo serve pra amadurecer as pessoas e fortalecer a amizade.
A merda toda é que, pelo menos no meu caso, acabo medindo as pessoas por mim. Espero que elas tenham por mim a mesma consideração que tenho por elas. Aí vocês já imaginam, né? Só me fodo!
Nem sempre... O bom é descobrir, em meio ao caos, pessoas especiais, que realmente dão valor a amizade. Maduras, honestas e dignas.
[E às outras, meu mais sincero desprezo.]
Um verdadeiro amigo é alguém que te conhece tal como és, compreende onde tens estado, acompanha-te em teus lucros e teus fracassos, celebra tuas alegrias, compartilha tua dor e jamais te julga por teus erros.
MelissaG | 01:57 |
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Segunda-feira, Outubro 17, 2005
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[quadrilha]
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Carlos Drummond de Andrade
[baseado em fatos reais]
Incrível como essa história se repete na vida da gente, né? Parece praga.
A vida nos prega cada peça.
Pior mesmo é quando essa "quadrilha" passa a se repetir incansávelmente na nossa vida. Toda vez que você resolve gostar de alguém... Rá! Esse alguém já resolveu gostar de outro alguém, aí você desencana e gosta de outro, que também gosta de outra [ou de outrO, na pior das hipóteses]. Seria cômico se não fosse trágico!
[mudando de pau pra cacete... ui!]
Eu conheço algumas mulheres que já se apaixonaram por gays, e poutz, pode me incluir nessa listinha.
Gays são sensíveis, se vestem bem, são divertidos e adoram fazer compras. Eles nos entendem tão bem que gostam das "mesmas coisas" que nós, HOMENS!
[fim do post]
MelissaG | 01:03 |
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Segunda-feira, Outubro 10, 2005
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[Tereza Batista cansada de guerra]
Basta!
Chega uma hora que certas infantilidades cansam.
Confesso que já dei muita margem pra confusões, fofoquinhas e futricagens. Tô tentando mudar mas é brabo.
Cheguei a um ponto que acionei o botão do foda-se.
Quer minha companhia e minha mais sincera amizade? Ótimo, você não irá se arrepender.
Prefere viver rodeada de picuinhas, pensamentos pequenos, briguinhas tolas? Só lamento!
Nem sempre vou tomar a atitude esperada, posso surpreender muita gente, posso surpreender a mim mesma. O importante é estar bem comigo e preciso dizer, eu estou!
Estou bem com minhas atitudes, meu pensamento, minha cabeça [bem mais madura e menos egoísta], meus amigos...
Hoje posso dizer que faço o que tenho vontade de fazer, falo o que quero dizer, sou sincera em tempo integral e, por isso, feliz a maior parte do tempo.
Queria muito que pessoas que foram e são importantes pra mim aceitassem minhas escolhas, entendessem minhas atitudes e convivessem em paz com todos os meus amigos. Utopia, né?
Parei de esperar demais dos outros, o que vier é lucro. Tenho me decepcionado bem menos assim.
Algumas coisas ainda me deixam triste? Claro, ninguém é de ferro! Acho que isso pode ser resolvido com uma conversa sincera e com os corações abertos, despidos de preconceitos, imaturidades e, principalmente, egoísmo.
Se a bandeira branca precisa ser levantada por alguém, eu a estou hasteando.
[peace!]
ps: Quando eu digo que me surpreendo comigo mesma ninguém me leva a sério!
MelissaG | 02:08 |
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Sexta-feira, Outubro 07, 2005
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[momento mastercard]
Tá, pode até ser meio clichê mas têm algumas coisas na vida que realmente não tem preço, né?
Tentei listar algumas coisas que me proporcionam pequenas porções de felicidade e me lembrei dessas coisinhas...
*Chegar em casa cansada e ver que minha mãe preparou minha comida preferida;
*Fazer xixi depois de segurar até não aguentar mais;
*Tomar banho de chuva;
*Acordar cedo no domingo e lembrar que posso dormir até mais tarde;
*Ouvir uma música e ter deliciosos minutos de nostalgia;
*Rir lendo agendas antigas;
*Ver o pôr-do-sol no Píer do Tropical;
*Skol Beats, Carlton Mint e cadeira de balanço a noite na Laje;
*Reunião de amigas pra colocar os assuntos em dia;
*Encontros inesperados;
*Amanhecer ouvindo Stairway To Heaven com um copo de Cuba e pessoas queridas;
*Estrada de manhã cedo ouvindo Miles Away;
*Tomar um porre com as amigas e passar a noite dançando, qualquer ritmo desde que esteja bêbada;
*Receber um telefonema só pra saber se tá tudo bem;
*Encontros descompromissados da Equipeee [peck peck peck];
*Chegar bêbada no trabalho e ver que alguém levou uma sopa pra curar minha ressaca;
*Brigar com meu irmão e ficar com vontade de rir no final;
*Ver a expressão do outro depois de uma "surpresinha";
*Dormir de conchinha...
[Existem coisas que o dinheiro não compra. para todas as outras existe MasterCard]
MelissaG | 14:51 |
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Terça-feira, Outubro 04, 2005
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[reencontrando o ex-pretê-ideal]
Sabe aquele carinha de quem você gostou e que era o pretê perfeito? Aquele com quem você imaginava casar, ter um apartamento pequeno, meio bagunçado, com a geladeira abarrotada de cerveja e sempre cheio de amigos. A pessoa com quem você ouviria rock, brigaria pelo controle remoto... Que lhe tiraria do sério de tanta raiva... E que segundos depois lhe faria cair em gargalhadas com alguma piadinha boba... Pensou em alguém??
Pois é, o tempo passou e vocês se distanciaram. De vez em quando você lembrava dele mas em seguida voltava a pensar no pretê-atual-não-tão-ideal... A fila anda e não adianta remoer o passado.
De repente, quando você menos espera... Lá está ele, bem na sua frente. E agora, o que fazer? O que sentir? Carinho, raiva, frustração, alegria... Um mix disso tudo... Sei lá.
Você começa a perceber o quanto ele era ideal, quantas coisas vocês têm em comum, como ele é divertido...
...E como você é boba. Humpf!
[post totalmente non sense]
MelissaG | 19:22 |
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Segunda-feira, Outubro 03, 2005
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[tê-pê-emi]
Sortudas das mulheres que não sabem o que é isso. Mais sorte ainda têm aqueles que convivem com uma mulher que não sofre de TPM.
Cólica, dores nas pernas, seios inchados... Isso tudo é chato mas nada comparado a tristeza, depressão, irritabilidade, sensibilidade de uma mulher nesse período.Imagina ter TPM num período punk onde todo mundo tá triste, brigado, crisado, enciumado... TPM num dia que seu chefe tá com o cão no couro e resolve soltar os cachorros em cima de você, TPM justo no dia que resolvem colocar só música-pra-cortar-os-pulsos no som ambiente do seu trabalho [e por causa da tal TPM começar a chorar de cinco em cinco minutos]... Imagina voltar pra casa, com TPM, com um taxista doido que resolve fazer manobras radicais numa avenida super engarrafada as 18h [tudo isso porque você está com TPM e não quis esperar mais um pouco pra pegar uma carona], chegar em casa e sua vizinha estar gritando idiotices com o namorado bem na porta do seu apartamento [que te faz gritar um palavrão bem alto, culpa dela - a TMP, claro!], logo nesse dia, maldito dia que você tá com TPM...
Fazer o quê?
Pegar um cinema, ver um filme-água-com-açúcar e ficar com raiva porque não chorou nem uma lágrima, comer um sanduíche do tamanho do mundo e voltar pra casa, escutar mais músicas-pra-cortar-os-pulsos, tomar a pílula verde da felicidade e dormir na esperança de acordar melhor.
MelissaG | 23:33 |
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